-Aurora-
Canto I
Na inocência dos meus primeiros dias,
Quando a primavera apenas começara
E os meus sonhos bruxuleavam,
Como a brisa amena que faz sibilar a flora
E os rouxinóis cantavam e zelava o caipora
pela fauna e faunos dos caçadores de outrora.
O Astro Rei brilhava, suntoso na alvorada
Com seu manto cálido as pradarias abraçava
E as nuvens no alto, tão serenas repousando
No céu que as acolhia, não me cabia de alegria
Inebriado que estava, com a imagética pulsante
Da visão do horizonte, das relvas e pradarias.
Ao som de gargalhadas gorgolejantes
Das veias do mundo que irrigavam incessantes
O dito bioma donde por ócio despojava-me
Por um pseudo-alzheimer, debaixo de uma árvore
E nenhuma maçã houve de de ter em minha cabeça;
De grave só o trovão caudaloso da cachoreira.
O aprazível silvo dos ventos completava
A ópera bucólica, cortesia a Aurora,
Deusa Eos de outrora, que dava tom à peça,
Ao céu e a Hélio, seu irmão mais velho
Dava fulgor ao sol sem conta
E sem conta assim, como se conta
Neste conto, pretensa arte de pompa
Findo regozijado este primeiro canto.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Nestas linhas geométricas perpetuo o evanescente,
Para que os caracteres não se percam do incessante presente
Que se percam os maus auspícios então
E as angustias sem asco
Que sejam levadas gradualmente pelo hálito embargado da minha alma
E que a luz do monitor fulgure em minha face outrora rija e pertinaz
Agora jazendo como espectro de nostalgia hipócrita e desatinada
Viva a poesia, esta que me da vida, que me mata e que me ressusita.
Para que os caracteres não se percam do incessante presente
Que se percam os maus auspícios então
E as angustias sem asco
Que sejam levadas gradualmente pelo hálito embargado da minha alma
E que a luz do monitor fulgure em minha face outrora rija e pertinaz
Agora jazendo como espectro de nostalgia hipócrita e desatinada
Viva a poesia, esta que me da vida, que me mata e que me ressusita.
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