quarta-feira, 1 de maio de 2013

William Blake - As canções da inocência

A IMAGEM DIVINA

Por Clemência, Piedade, Paz e Amor
Todos rezamos na aflição;
E para tais virtudes deliciosas
Se volta a nossa gratidão.

Pois Clemência, Piedade, Paz e Amor
É Deus, nosso pai adorado;
E Clemência, Piedade, Paz e Amor
O Homem, Seu filho e Seu cuidado.

Pois a Clemência tem um peito humano,
E o Amor forma humana celeste,
E um rosto humano tem a Piedade,
E a Paz exibe humana veste.

Assim todo homem, pelo mundo afora,
Que reza em sua humana dor,
Pede só à divina forma humana
Clemência, Paz, Piedade, Amor.

E amar a forma humana devem todos,
Sejam pagãos, turcos, judeus;
Onde habitam Clemência, Amor, Piedade,
Ali também habita Deus.

quinta-feira, 4 de abril de 2013


"...No início, o Espírito do Deus Metal pairava sobre as aguas do abismo... então Ele disse: que se faça o Rio! e uma veia de água doce se separou do oceano, que veio a se chamar Piedra. E Deus Metal disse: que haja um palco! e a terra foi separada do céu, e entre eles A Grande Montanha Palakos nasceu, para que o Céu (pra onde Deus Metal se mudou)não perdesse contato com a Terra. O Demiurgo então canta a primeira canção, cujas vibrações fecundam Terra dando origem a Fauno e Flora. Estes entes então percorrem a criação, e sua língua é bela e mágica. Eles concebiam as coisas (aqui todos os animais e plantas conhecidos e outros já esquecidos foram criados) pelo dom de Psique, irmã mais velha de ambos, filha do Deus Metal com uma ninfa do rio Piedra: Tunna. Conta-se que Terra se revolta com Deus Metal quando descobre do romance de seu conjugê com Tunna. Ela então ordena a seu filho Fauno que conceba um animal de coração perverso e macule o rio Pietra. Para isso, pediu a sua filha Flora para lhe dar as raízes necessárias. Então Fauno cria Eddie, uma espécie de cruza de tatu com cobra que serve aos planos de Terra. Porém, Fauno tinha adicionado pitadas a mais de malícia nessa criatura, que se encanta por Tunna e a rápita de seu reino. Ele foge com ela para o coração de Palakos, no coração da montanha e funda seu mundo subterrâneo. Nele a ninfa despojada passaria a se chamar Donzela de Ferro. Terra, apesar dos planos terem ido além do esperado, vendo a importância que Deus Metal reserva a Tunna,se regozija de seus frutos e torna Eddie seu protegido, para dar uma lição em seu par. Deus Metal, perdendo seus dois amores e expulsando Fauno e Flora de Palakos e os exilando nas Terras Ermas se sentiu triste, sentou nas margens do rio Pietra e chorou. As lágrimas que cairam no rio o purificou dos sortilégios de Eddie, mas as ninfas nunca mais apareceram em superfície. Outras lágrimas cairam no solo e se misturaram com ela e da lama surgiu o ser humano.. Deus metal então sorriu e se alegrou novamente, e seu sorriso foi o Sol. "Multiplicai-vos filhos! E viveis sob a Paz e o Amor!" E nomeou um rei uma rainha para reinar sobre o palco: Lennon, O Breve e Ioko, A Ono. Porém a compahia do homem não tirou de todo a solidão de Deus Metal, por isso, Ele criou a lua, e todas as noites, ainda podemos ver suas lágrimas no oceano celestial, as estrelas. Os antigos dizem que no final dos tempos, no último Sabbath, Fauno sairá do Exílio e fará soar um riff de guitarra que dará início à Jam Session Final entre Eddie e o Deus Metal, e ao som da Donzela de Ferro, dois exércitos se enfretaram até estarem todos no Valhalla, quando um dirigível incendiário sob o carro de Roberto, A Planta, trará o segundo sol a tona, e uma era sem tom. Céu, Terra e Inferno se unirão, as lágrimas da terra beijaram as lágrimas do céu, o mar engolirá Palakos, O Sol e a Lua se consumirão, "O um será o todo, e o todo será o um".

sábado, 30 de março de 2013

"Os seres humanos são os únicos capazes de reter a capacidade de brincar. A não ser que vivam nas condições artificiais do cativeiro, outros animais perdem a capacidade inicial de se divertir quando deparam com a dura realidade da vida na selva. Os adultos humanos, porém, continuam a apreciar a exploração de possibilidades diferentes, e, como crianças, seguimos criando mundos imaginários. Na arte, livres dos constrangimentos da razão e da lógica, concebemos e combinamos novas formas que enriquecem nossa vida, e que nos mostram algo muito importante e profundamente "verdadeiro", no qual acreditamos. Na mitologia também elaboramos uma hipótese, damos vida a ela por meio do ritual, agimos a partir disso, contemplamos seu efeito em nossa vida e descobrimos que atingimos uma nova compreensão no labirinto perturbador do mundo em que vivemos".

Karen Armstrong, Breve história do mito.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013


Descubrir seu próprio caminho, eis a tarefa... pra poder chegar no final da sua vida, em uma noite boêmia banhada pela abôbada onde enchergará na luz das estrelas, sua própria luz, e os deuses lá do alto enchergarão em seus olhos suas estrelas mais preciosas. Então poder dizer: "I did it my way".