quarta-feira, 21 de maio de 2014

Lirísmo Onírico - 21 de Maio de 2014

Como o vulto de um fantasma noturno que se vê de canto de olho, como a penumbra da lua, o fundo obscuro de um lago cristalino; assim é minha memória frágil e fugaz desse sonho. "Mate o dragão, mate o dragão!". Matei-o. Nisso se resume o enredo. Mais turva que minha memória era o pano de fundo do sonho, talvez o agente da quase-amnésia: me sentia como um hobbit perdido nas veias subterrâneas de uma montanha. Sequer me lembro do dragão. Envolto naquela escuridão, suas escamas reluziam. Só sei que tinha de matá-lo, e a golpes de espadas, e assim fiz. O véu negro do esquecimento é dono de muitos segredos, e embora o fio de minha espada não o tenha violado, sinto que o dragonicídio tenha liberado algo - não sei bem o que.. talvez um próximo degrau, na escadaria para o paraíso.