Eu sou como um urso pardo que hiberna em sua caverna úmida e escura nas quatro estações. O sol... um parente distante, que vejo nos dias de labuta já não eventual. A lua, bem... à noite eu saio as vezes pra vislumbrar as estrelas, tão cativas, no firmamento presas; e no entanto livres, expurgadas, transbordando beleza. E a lua, invólucra e desnuda, é o meu alento a falar: ...ah se pudesse termitir-lhes, toda cachaça, meio do qual meu Eu-xamã pleita para libertar-se das amarras do ego. Maldito ego, ele é que agora me impele a estancar este poema, feno sem cena, Minos sem Micenas, Adeus.
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