I.
O Mar murmurava sua sinfonia primordial,
A brisa beijava-me a face.
Em verdade, prisca concha engastada
No meu ouvido cantava, ondas do mar sem fim.
E o vento, do ventilador, acossado
Acalentava o pó, que ergueu-se sem honra
Tangido de ouro pelos raios do distante mundo de fora
Que em cortesia - intrometida - nos comtemplava.
As sendas do pranto quase estiadas,
A voz já não tão embargada,
De repente, o leitinho com pêra não me apeteceu.
Por que diabos isso deveria rimar?
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