III.
"Das águas primevas nasci.
pras águas tornei a descer.
De tudo que vi, sonhei;
do que ouvi, nada foi pronunciado.
Do meu fardo me despi,
do leito mergulhei..
E nadei: atravéz das brumas silenciosas,
Pela ponte tênue caminhei, ao nadir chegara.
Estava só e no entanto, não me sentia sozinho.
Tudo estava ali, fazia parte de mim.
Os sete selos de João se conflagaram
E o pergaminho, do que foi lido, nada foi contado.
De tudo que vi, sonhei;
De tudo que ouvi, nada foi-me contado."
Donde no limiar da lamúria, do escatos me assombrei.
Encontrei no pranto agoniado, o sabor das águas da Chapada,
Meu Templus e Tempus míticos, minha alvorada!
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